sábado, 8 de abril de 2017

Dica de livro: Série A Mediadora

 Hello guys!!
        Hoje eu vim falar sobre uma série de livros que acompanhei dos 15 aos 20 anos e super recomendo para leitura.
        Para quem gosta de séries adolescentes, coisas sobrenaturais e um protagonista com potencial e personalidade forte, eu apresento a você a série que conta a história de Suzannah Simon e como ela salvou sua família, diante de uma grande mudança em sua vida, "ressuscitou seu grande amor" e impediu que inúmeras pessoas morressem nas mãos de fantasmas, além de outras coisas.
        

RESUMO DA SÉRIE

       São 7 livros (o último lançado ano passado), e digo, fui feliz em descobrir essa série e acompanhá-la na minha adolescência.
       A Autora Meg Cabot, também autora da famosa série O Diário da Princesa é a responsável por criar esse mundo, onde Suzannah Simon é uma mediadora desde que nasceu (ou seja, ela vê gente morta), ajudando-os a alcançar a luz ou seja lá para onde vamos depois que morremos. 
       Tudo começa quando a mãe de Suzannah se casa novamente (o pai dela morreu gente - ela consegue falar com ele) e então elas se mudam de Nova Iorque para a Baía de Carmel, na Califórnia. O padrasto de Suzannah tem outros três filhos e todos vão para a casa grande, antiga e história, onde antigamente funcionava um hotel.
     Mas o que realmente interessa aqui é que existe um fantasma assombrando o quarto de Suzannah (não é um simples fantasma , é O FANTASMA), Hector Jesse de Silva (bonitão e cavalheiro) morreu há 150 ali. 
      Suzannah também entra para um colégio católico, a Academia da Missão, que também é um ponto turístico do lugar e tem como diretor o Padre Dominic, que também é um mediador.
      É daí que parte toda a história. Suzannah passa o colegial se livrando de fantasmas que trazem problemas para as pessoas ou carregam algum tipo de pesar ou mágoa que os impede de seguir adiante.
      Ela também conhece o gato e riquíssimo Paul Slater, herdeiro de uma companhia inteira de empreiteiras, o cara também é um mediador, assim como seu avô e seu irmão mais novo. E devo acrescentar que ele é um tremendo mal caráter que acaba se apaixonando por Suzannah (mas ele não deixa de ser mal caráter por causa disso - ele tem seu charme, mas ainda assim é um idiota de carteirinha). 
      Sem falar que Jesse e Suzannah se apaixonam e o grande objetivo de Paul é fazer com que Jesse nunca tenha morrido da forma que morreu, assim o caminho ficaria livre para ele. 
      
O QUE MAIS GOSTEI


       O que mais me encantou na série é a forma de agir de Suzannah, ela não é só uma menina inocente, normal e clichê. Suzannah tem a personalidade forte e não desiste de um objetivo quando quer algo, mesmo tendo que mentir para seus entes queridos.
        Também a forma como as coisas se desenrola e a clareza dos acontecimentos. Meg Cabot não tem uma literatura difícil e enigmática, muito pelo contrário, é bem simples e gostosa de se acompanhar (confesso que cheguei a ler três dos livros em uma semana).

O QUE MENOS GOSTEI 

       Não tenho grandes críticas negativas para essa série, muito pelo contrário, só tenho elogios a fazer. Nesse ultimo livro lançado, Suzannah está mais velha e madura, bem como eu. Então tive a sensação de que cresci junto com ela e acompanhei as experiência, dividi desafios e senti todo o processo.


      Finalizando...

        Vale muito a pena conhecer a história de Suzannah, rir e se emocionar com suas aventuras. Fica a dica para vocês!!  


*Não se esqueça de comentar o que achou! 

XOXO

sexta-feira, 7 de abril de 2017

4 coisas que você vai aprender com 13 Reasons Why





No Facebook, no Twitter, na faculdade, no trabalho, na escola...
Seja aonde você vai, se existe alguém que acessa a Netflix, essa pessoa com certeza vai falar de “13 Reasons Why” com você e como essa série mexe com a gente e nos faz ver a vida escolar e o suicídio de outra forma.

A série é baseada no romance de Jay Asher, dirigida por Tom McCarthy e conta a história de Clay Jensen (Dylan Minnatte), um estudante do High School que recebe uma caixa contendo 7 fitas cassete. A caixa foi enviada por Hannah Baker (Katherine Langford), uma amiga e paixão platônica do rapaz que cometeu suicídio ha pouco tempo. As fitas foram gravadas pela própria Hannah, nelas a menina cita uma lista das 13 pessoas, que seriam os 13 motivos que a levaram a cometer suicídio. Cada fita é referente a uma pessoa e no decorrer da série Clay descobre que todos que foram um motivo, inclusive ele, já ouviram as gravações de Hannah.

Okay, já contei o básico. Leiam a lista aqui e corram para a Netflix, porque essa é uma das melhores seres que já assisti na vida.

• Você vai aprender que suicídio ainda é um tabu e algo com que as pessoas não sabem lidar.

Não há dúvidas  de que as pessoas não sabem lidar com alguém que tentou suicídio ou coma  situação em si. Na série isso fica bem claro! Enquanto os pais de Hannah estão desabando cada vez mais em seu abismo sem entender porque a filha cometera suicídio e tentando encontrar por respostas desesperadamente, os estudantes envolvidos na causa da morte de Hannah se encontram cada vez mais paranoicos com a ideia de terem sido culpados pelo que aconteceu.

• Bullyng é mais que uma simples brincadeira.

Você pode até achar que é apenas uma brincadeira inocente, mas pode crer que a coisa sai do controle. Foi isso que aconteceu com Hannah Baker, ela foi alvo de uma brincadeira e de repente estava sendo bombardeada pelos colegas e sendo cada vez mais machucada e sem controle da situação.

• A pessoa que comete suicídio não é culpada por nada, ela apenas não sabia como pedir socorro.

Hannah passa por isso. Existem situações em que ela tenta de alguma forma pedir socorro e tentar se sentir melhor, mas quando ela estava prestes a se reerguer alguém fazia algo e ela era novamente alvo de Bullyng na escola.

• Nem sempre o que você vê é apenas um drama.


Exato! As vezes não custa nada você simplesmente perguntar o que está acontecendo e oferecer um ombro amigo. Eu consigo imaginar alguém na situação de Hannah Baker, até acho que ela aguentou por muito tempo. Imagina você ser uma adolescente com todos os sentimentos vindo a tona e sendo alvo de auso, Bullyng e tendo seu nome manchado de todas as formas possíveis.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Brienna - Capítulo I

Olá Pessoas!!
            Eu sei, eu sei... Três anos sem postar nada!
            Muita coisa aconteceu nesses três anos e eu precisava desse tempo para me reorganizar e saber se era isso mesmo que eu queria. Pois bem, era isso mesmo! Mas antes contar as novidade e mudanças eu vou deixar um presente.
            Conheça a Brienna, minha mais nova personagem! Vamos fazer uma pequena introdução antes:

            Brienna é uma garota de vinte e poucos anos que acabou de se mudar para um apartamento só seu em Londres. Órfã de mãe e com um pai que só vive para a empresa cujo é presidente, Brienna vive a vida de um modo confortável, mas se encontra em um estado de transformação onde tem que enfrentar a fúria do pai, que rejeita sua amizade com Alex, seu melhor amigo, esconder o romance secreto com Peter, um dos diretores de seu pai e tenta lidar com um casamento forçado cujo seu pai faz questão. Lidando com todas essas questões e buscando se tornar independente do pai, a pobre menina rica procura encontrar seu rumo na vida e um modo de ser feliz, mesmo que ela não precise ser ela mesma.

Capítulo I – Alex

— Pobre menina rica. Por acaso sabe algo sobre a vida para estar chorando assim?
O comentário atrás de mim fez com que eu parasse de pensar e olhasse na direção daquela voz. Será que ninguém me deixaria em paz, tudo o que eu queria era chorar e, talvez me atirar no Tamisa.
Olhei para o lado e lá estava, um homem jovem de cabelos pretos e enrolados, sobrancelhas grossas que mais pareciam ter sido desenhadas com uma caneta grossa e um sorriso leve e debochado estampado em sua boca pequena e de lábios grossos. Ele olhou em meus olhos marejados e vi que havia duas esferas negras como a noite em seus olhos. Senti-me desnorteada e invadida quando ele fez isso, como se pudesse ver minha alma.
— Eu te conheço? — finalmente perguntei rígida e rude.
— Eu não sei — falou. —Conhece? Eu sei que não te conheço, mas já sinto pena de você.
O sorriso debochado ainda não havia saído de seus lábios.
—O que você quer?
— Eu estou apenas curioso — ele proferiu. — O que deve ter acontecido com essa pobre menina rica para ela achar que tudo está perdido?
O que deve ter acontecido para um cara idiota ficar me perturbando numa hora dessas, isso sim! O que eu teria que fazer para tirar aquele cara do meu pé, me atirar logo no rio talvez?
— Olhe só! Eu realmente não estou afim de plateia. Se eu quisesse audiência para o meu sofrimento eu iria chorar no Apollo. Por favor, vá embora.
Ele me encarou por um momento. Quando ele ficava pensativo, suas grossas sobrancelhas se arqueavam e ele mordia o lábio inferior. Finalmente se pronunciou:
— Tudo bem — declarou. — Mas antes de se atirar no rio, o que acha de me acompanhar a um lugar?
Foi a minha vez de encará-lo por um momento. Como assim “ir a um lugar com ele”? Até parece que eu iria a um lugar com um estranho, e como raios eu faria para me livrar dele? Eu só queria chorar em paz. E como assim me “atirar no rio”?
— Me atirar? Por que raios você acha que eu vou me atirar no rio? — eu fazia o máximo esforço para não chorar mais. Meu rosto estava frio e úmido por causa das lágrimas e, o vento que soprava na ponte não ajudava a melhorar esta sensação.
— Bem — ele começou. — Você veio correndo até a ponte, chorando, olhou para o rio por vários segundos e voltou a chorar — ele passou a mão no pescoço enquanto afirmava aquilo. — Todos os casos de pessoas que se atiraram no Tamisa começaram exatamente assim. Então, creio eu, que posso prever o que vai acontecer em seguida.
Eu estava cogitando sim me atirar no rio, mas isto estava entre as mais remotas possibilidades. Eu não sou estúpida, sei o quanto vale minha vida e sei que existem pessoas que me amam. O motivo de eu estar chorando naquele momento era só mais um, só mais um de todos os outros que vinham me sufocando durante toda a minha vida.
— Então — continuou ele. — Aceita ir neste lugar comigo antes de acabar com sua pobre vida luxuosa, seja lá qual for o motivo de você querer fazer isso?
— Eu nem te conheço — eu disse. — Como posso ter certeza que você não me fará nenhum mal?
Ele sorriu mais espontaneamente, como se o que eu havia falado fosse a maior idiotice que ele já tinha ouvido.
— Exato! — afirmou ele. — Mas o rio vai te matar e mesmo assim você está prestes a se atirar nos braços dele — ele voltou a sorrir suavemente e olhou fixamente para meus olhos. — Eu não vou te fazer mal algum, não sou um monstro. O máximo que u posso fazer é conseguir com que você tire essa ideia maluca de se matar da sua cabeça.
Os olhos dele realmente me deixavam desnorteada, tentei olhar para oura direção, mas era como um frenesi. Não consegui desviar dos olhos dele nem por um segundo.
— Para onde você vai me levar?
— Não é longe daqui, mas você só vai descobrir se vier comigo.
O que eu tinha a perder, afinal? Na verdade ele até tinha razão, por que ter medo disto se eu nem sequer tinha medo da ideia de me jogar no rio? Decidi que valia a pena correr este risco, era só mais uma coisa imprudente na minha vida, eu já havia feito tantas outras mesmo.
— Tudo bem, estranho — afirmei. — Eu vou com você, mas vou logo avisando que sei lutar.
Ele riu mais uma vez e me estendeu a mão, eu a segurei, era quente e firme. Nós andamos alguns minutos até o final da Downing Street, de frente para o St Jame’s Park. Entremos em uma espécie de estacionamento para carros de funcionários e nos deparamos com um portão de garagem grafitado. Ele tirou uma chave do bolso e abriu a pequena porta que havia do lado. Antes de entrar ele olhou para mim com o semblante sério e disse:
— Tudo o que você vir aqui fica aqui. Você não deve falar para absolutamente ninguém que este lugar existe, entendeu?
Assenti com a cabeça e ele me deu passagem. Assim que adentrei o local senti minhas pernas ficarem bambas. Eu estava esperando por ganchos, serras, algemas e objetos de tortura, um ambiente hostil e escuro. Mas quando ele acendeu as luzes o que vi foi algo maravilhoso, tão maravilhoso que me fez questionar sobre o porquê de ele querer manter aquilo em segredo.
A pequena porta escondia um galpão com mais ou menos o tamanho da nossa cobertura no hotel em que eu e meu pai estávamos hospedados, havia dois pisos, sendo que o segundo cobria apenas um quarto de todo o galpão criando uma espécie de sacada. No piso inferior, até onde se podia enxergar, cada centímetro estava coberto por quadros e mais quadros, algumas esculturas e telas de todos os tamanhos. As obras eram de um estilo moderno e contemporâneo ao mesmo tempo, e pareciam contar histórias. Um dos quadros retratava a selva, outro o deserto, mais um com tons vivos e o universo retratado. Eram uns mais magníficos que os outros. O que eu queria era caminhar por todo o galpão e admirar cada um, tirar fotos e perguntar sobre o artista. Aqueles quadros me lembravam da minha infância, da época em que minha mãe era viva e de toda a alegria que transbordava meu coração.
Tirei meu celular do bolso com a intenção de capturar aquilo, eu queria sentir aquilo para sempre. Mas, infelizmente, meu devaneio foi completamente interrompido quando o tal garoto arrancou o celular da minha mão.
— Ficou louca? — esbravejou ele. — Não ouviu nada sobre o que eu disse? Este lugar tem que ficar em segredo! — de cara amarrada, ele enfiou o celular de volta no meu bolso. Não me agrediu, achei até um tanto engraçado.
— Por quê? Por que manter um lugar tão magnifico quanto este em segredo?
— Eu não... — ele parou por um momento. — Magnifico?
— Sim! Olhe só quantos quadros, um mais belo que o outro — declarei enquanto andava pelo galpão contemplando as obras. — Quem os pintou? — me aproximei de um dos quadros para ler a assinatura. — A. Peterson. Quem é este? Nunca ouvi falar dele.
— É claro que não! — afirmou ele se aproximando de mim. — Este artista nunca divulgou seu trabalho. Você não vai encontrar nada sobre este cara relacionado à arte.
Olhei para ele um tanto desapontada.
— Por que não? Seria maravilhoso poder comprar uma dessas obras e colocar no meu quarto — voltei a admirar o quadro a minha frente.
Este retratava uma jovem mulher, não tinha como ver seu rosto, pois estava nas sombras, mas seu corpo era escultural e suas vestes mostravam o quão jovem era. A mulher estava sentada numa pedra, olhando para o vasto mar a sua frente. Acima de sua cabeça havia um céu estrelado e uma lua cheia e viva, o mar estava agitado e o vento soprava forte. Senti como se fosse eu naquele pequeno pedaço de praia, pude até sentir a brisa do mar ao olhar para o quadro.
— Você, por acaso, não é um contrabandista de obras de arte que está tentando ganhar dinheiro com o trabalho de outra pessoa, é? Por acaso em um quartinho aqui onde seu escravo pinta até as mãos despencarem de tanta dor?
Ele gargalhou, como se outra bobagem houvesse saído da minha boca. Seu riso era espontâneo e meigo, um tanto exaltado, mas completava sua aparência. Foi então que reparei, pela primeira vez, o quanto ele era bonito.
— Você é engraçada — proferiu ele. — Parece que nossa relação vai ser melhor do que eu imaginava.
— O que você quer dizer com isso?
— Ainda está pensando em se jogar no Tamisa?
O que? Ah! Claro, eu ia me atirar no rio. Eu nem me lembrava daquilo mais, mas decidi brincar um pouco com ele.
— Ah, sim! Claro, assim que sairmos daqui.
Ele sorriu, dando a entender que tinha visto que foi apenas uma piada. Algo mais me veio à mente naquele momento: eu não sabia qual era o nome dele.
— Então... Você me trouxe aqui apenas para se aliviar do seu segredo e torturar mais alguém com ele? Não vai me dizer nem o seu nome?
— Oh, me desculpe — ele passou a mão pelo pescoço mais uma vez, pelo visto era um hábito dele. — Muito prazer em te conhecer, Brienna. Meu nome é Alex.
Ele estendeu a mão para mim, fazendo menção para que eu a apertasse, mas eu não me mexi. Como ele sabia meu nome? Será que aquilo era mesmo um sequestro? Será que ele era um daqueles psicopatas dos filmes de Hollywood, que parecem perfeitos, mas logo mostram do que são feitos e o que são capazes?
Ele certamente percebeu minha cara de espanto, porque logo começou a se explicar.
— Acalme-se — recomendou. — Este é o seu nome, não? Está escrito no seu colar — ele apontou para meu pescoço, nele havia uma correntinha de ouro com uma plaqueta, nela estava gravado o nome Brianna, nome da minha mãe, o qual também era meu nome. A não ser pela letra A.
— Oh! Eu nem tinha notado — sorri fraco. — Sim, este é meu nome, na verdade é o nome da minha mãe. Meu nome tem letra e, enquanto o da minha mãe era com a letra a. Minha mãe era Brianna, eu sou Brienna.
— Ah, entendi... “Era”? Sua mãe está...
— Morta? — soltei de vez. Por que todos sempre se tornam delicados quando vão perguntar isto? Tal coisa me irrita. Sério! — Sim, ela está. Mas já faz muito tempo, eu nem me lembro direito dela. A única coisa da qual me lembro, é que ela gostava do por do sol, às vezes ela ia até o jardim, apenas para apreciar o por do sol. É a coisa que mais tenho viva em minha mente, minha mãe sentada no jardim olhando para o por do sol — eu sorri com a lembrança. — Eu sempre a observava da janela do meu quarto.
Ele parou por um instante, ficou apenas me olhando. Parecia um tanto curioso, mas também parecia entender tudo o que eu estava dizendo.
— Eu meio que entendo você — comentou. — Perdi meu irmão em um acidente de carro já tem alguns anos. A dor não vai embora, você apenas se acostuma com ela.
Seus olhos ficaram escuros de repente, seu semblante endureceu e suas sobrancelhas enrugaram levemente. Tanto quanto surgiu, rapidamente aquele semblante desapareceu. De repente o sorriso voltou ao seu rosto e seus olhos brilharam novamente, como se ele tivesse apertado interruptor de luz e a luz se ascendesse.
— De qualquer forma, não estamos aqui para falar de tragédias, não é mesmo? – Proferiu. — Nosso real objetivo aqui é fazer você esquecer completamente daquela ideia estúpida de se jogar da ponte.
Eu não hesitei e acabei por gargalhar.
— O que mais você tem aqui, Alex? Alguma coisa sinistra ou confidencial?
Eu falei tudo isso brincando, com o único objetivo de fazê-lo esquecer do episódio da ponte, e acho que está bem claro que eu não estava conseguindo. Mas a resposta que ele me deu foi algo que eu realmente não esperava.
— Na verdade, eu tenho! Venha! — então ele subitamente agarrou minha mão e me puxou escada acima, para aquela parte elevada do galpão.
Na parte de cima havia uma cama e solteiro em um canto, uma escrivaninha cheia de papeis e materiais para desenho e uma pequena cômoda surrada com desenhos feitos por cima da madeira gasta, de certa forma dava um ar charmoso para o local, nada engomadinho, mas também nada sem sua beleza. Havia um quadro gigante, mas ou menos equivalente a minha altura em seu comprimento e cerca de 1m de altura. Alex o pegou e o segurou, de forma que eu pudesse observá-lo melhor. Era a vista do rio Tâmisa, o mesmo no qual eu chorara as beiras uma hora atrás. O quadro retratava a vista da ponte em um dia chuvoso. As pessoas caminhavam, cuidando de suas próprias vidas, os carros trafegavam constantemente nas ruas, vendedores de sorvete buscavam clientes inutilmente com seus carrinhos de duas rodas. O dedo de Alex rastejou pela pintura e parou indicando um local na ponte, ao lado de um poste de luz com vista para o grande Hotel e para o Big Bang.
— Está vendo este local? — perguntou ele e eu assenti. — Se você tivesse se jogado daquela ponte há uma hora, eu provavelmente estaria aqui agora, desenhado você neste pequeno pedaço de tela.
Eu não entendia o porquê de ele ter me levado lá, mas não tinha mesmo como entender naquele momento. Eu só ia realmente saber a importância do Alex na minha vida um pouco depois...
(...)
Continua...

E então, o que acharam?
Não se esqueçam de comentar e seguir o blog!

XOXO

Um ótimo dia começa com uma ótima playlist!

Olá galera!! Hoje eu vim aqui para mostrar algumas musicas que MUDAM o meu dia. Todos nós gostamos de acordar e já sentir aquela boa en...